Bem-vindo a "Time Moments"

Este espaço é editado por JJ Lourenço. Com certeza encontrará aqui bons momentos. -- Zoom - click imagens * Download - click dtº -- time.moments@gmail.com

A PROPÓSITO DA GERAÇÃO À RASCA

É bem verdade que há uma geração à rasca. Assim o tenho constatado desde há bastante tempo. Gentes com licenciaturas, bem formadas, com conhecimentos técnicos elevados e já na década dos 40 anos de idade, que nunca conheceram o mundo laboral. Obviamente que isto também afecta os que lhes são mais próximos. Não, não é só de agora! Já vem de há longo tempo. Não culpem só a crise actual, devem culpar sim a nossa própria forma de estar, bem características dos portugueses.

Já em tempos de descobrimentos marítimos a nossa forma de estar era a mesma de agora. Investimento e inovação nunca existiu. Sempre fomos mais do desenrasca. Aliás, somos conhecidos no estrangeiro por desenrascarmos tudo, entenda-se remediarmos tudo. Desenrascámos forma de contornar um caminho marítimo para a Índia, para sermos nós a colocar as especiarias na Europa e a lucrarmos, mas depois não investimos nem inovámos. Quisemos antes mostrar os anéis nos dedos e quando acabou passámos outra vez ao desenrasca. Os ingleses investiram o que recolheram do seu império, do corso feito aos navios portugueses carregados de ouro do Brasil e fizeram a revolução industrial. Já em 1690, tal como nos dias de hoje, gostávamos mais de fazer a vida difícil aos inovadores que apostavam na industrialização do país como no caso do Conde da Ericeira.

Nos actuais dias desenrascamos formas de fugir aos impostos, de descontar o menos possível para a segurança social, etc. Andámos mais de duas décadas em que não descontávamos para a segurança social. - "Ó pá, és mesmo parvo, então vais descontar quando só conta o melhor ano dos últimos cinco" - ou coisa assim do género. Com a entrada na Comunidade Económica Europeia (CEE), continuámos no desenrasca. Na agricultura os "Senhores engenheiros" diziam que era só plantar determinada cultura para receber o subsídio e a partir daí a cultura já podia perecer porque o controlo não existia. Assim Portugal parece ter sido o único país onde os subsídios europeus produziram jipes para o filho, filha e mulher; piscinas e vivendas de luxo. Declaram-se ordenados baixos, os filhos recebem ajuda social mas vão de carro para a universidade ou então andam nos colégios financiados com os impostos públicos. Pagam-se as compras no hipermercado com senhas de alimentação e nas bombas de combustíveis com senhas de combustível que servem para os patrões fugirem ao pagamento de impostos e às contribuições para a segurança social. A classe política é uma oligarquia em que todos são família. O político hoje tem assento na Assembleia da Republica e amanhã numa grande empresa estratégica com ordenados milionários. Além do mais as leis são feitas para poderem ser contornadas, quando tal for conveniente. São feitas pelos legisladores políticos que depois vão ser os consultores das tais empresas estratégicas e sabem como as contornar, porque foram eles que as fizeram. Falamos do aumento dos combustíveis, mas continuamos nas numerosas filas de automóveis em vez de irmos de transportes públicos. Com a agravante que se olharmos para a composição dos passageiros nas viaturas, verificamos que 90% dos veículos têm só o condutor no interior. É assim que contribuímos para ajudar o país.  Agora pusemos os funcionários públicos, que nunca puderam fugir aos impostos e aos contornos do desenrasca, além de serem a minoria na totalidade da população, a pagar as fugas dos particulares. Aos particulares não têm coragem para o fazer e então agora vão ao bolso dos pensionistas, porque esses se puderam fugir anteriormente, agora já não se safam porque é uma instituição do estado a pagar-lhes a reforma o que não me desagrada de todo. E se fosse o estado sempre a pagar? Ou seja a exercer um controlo rigoroso sobre o pagamento das empresas. É só uma ideia estúpida...

Isto leva-me ao a um encadeamento de expressões que também rimam muito bem. Começámos algures numa geração do desenrasca, passámos por gerações rascas e agora estamos nas gerações à rasca, mas o futuro parece reservar-nos gerações super. Quanto mais não seja super arasca!

JJ Lourenço

RÚSTICO 33

Novamente o jardim de vasos à sombra das laranjeiras e o André, sempre à vontade como de costume.

Já me cheira a Verão só de ver estes momentos congelados no tempo. A sombra das laranjeiras na parede e a luminosidade intensa e radiante do sol. O sabor do calor, sabor a sal, sabor a mar, em alusão à música de Gino Paoli "Sapore di sale, Sapore di mare".



O colorido das flores a contrastar com o branco da cal na parede da casa e no vaso em pedra.


Vai um pêssego? São pequenos mas saborosos, posso garantir-vos.



RÚSTICO 32

Façamos uma pausa no tema Praia e Mar e regressemos a terra, pelo menos agora na época de carnaval. Que tal mascararem-se de gato? As senhoras podem mascarar-se de flores. Hoje é dia de carnaval mas também da mulher. Não me lembro de isto ter acontecido noutras alturas. Carnaval... mulher

Este é o André. Infelizmente parece que já esgotou as sete vidas.



Que tal estas belas flores ou um jardim de vasos sob laranjeiras?






PRAIA E MAR 32

Mais arribas a apelar ao imaginário do enigmático no tempo e no espaço infinitos.


PRAIA E MAR 31


Mais momentos de beleza natural.

PRAIA E MAR 30



Avançamos para Peniche e continuamos a ver a beleza das paisagens costeiras. A água salgada quando se encontra com a terra, "lava" a rocha deixando a nu a sua essência de beleza e cor.

PRAIA E MAR 29


Cabo Carvoeiro... nem sei bem o que dizer. Estes momentos parecem dizer tudo. Não existem palavras para expressar a beleza natural do local. O mar na sua força e violência esculpe as duras rochas ao longo dos milénios. Só uma macro visão que
a nossa curta existência no tempo não nos permite, nos poderia fazer visualizar tal. Ao lado do farol existe um restaurante que aquando do perpetuar destes momentos se encontrava em obras, não sendo possível mostrar. No entanto quando lá fomos em tempos anteriores, tinha umas mesas ao lado de uma montra sobre a escarpa do mar que
era um deslumbre. Nos dias de boa visibilidade podemos observar lá bem ao fundo as Berlengas, como no caso destes momentos. Observem bem que elas estão lá e iremos lá dar uma voltinha. Paradisíaco!

PRAIA E MAR 28



Aqui vamos entrar na parte mais natural e também das mais belas. Isto já é no Cabo Carvoeiro. Um mar de um azul profundo em pleno Verão, a perder de vista no horizonte. Um oceano que se estende para lá de uma imensidão que nos leva a sonhar com um cruzeiro em paquete gigante. Cidade flutuante  compactada, como que pequena ilha no meio da imensidão oceânica e para onde quer que olhemos em redor dela, vemos o mesmo azul a perder de vista; que maravilha!

Alguns pescadores colocaram-se lá no fundo em cima das rochas escarpadas onde se entretêm as tardes à espera que o peixe morda o anzol. No entanto estes locais também são muito perigosos e de vez em quando lá temos mais uma notícia de um pescador desportivo que se precipitou na escarpa. Por falar no verbo precipitar, fica aqui a curiosidade, que aprendi nas minhas aulas de latim, com o Sr. Professor Álvaro Campos, sim o mesmo nome do heterónimo do poeta Fernando Pessoa; precipitar vem do termo latino pre caput - praecipitare, pôr a cabeça à frente, ou seja mandar-se de cabeça.


PRAIA E MAR 27


Uma outra vista da fortaleza, um pouco mais acima. Existe aqui um parque para estacionamento das viaturas, que à altura andava em obras e que nem sempre tem lugares vagos.

PRAIA E MAR 26

Digamos que neste momento fiz batota. Não é costume utilizar filtros, mas aqui utilizei. Coloquei os óculos de sol em frente da objectiva da máquina fotográfica e o resultado foi este.